Gilgel Gibe II

Gilgel Gibe II, Etiópia

Energia hidrelétrica para impulsionar o desenvolvimento

Gilgel Gibe II é atualmente a usina hidrelétrica mais potente da Etiópia, com uma capacidade instalada de 420 MW. A Voith forneceu quatro turbinas Pelton e seus geradores e todo o equipamento mecânico e elétrico da planta, além do treinamento para a equipe que operará a usina.

O projeto aumentou a capacidade hidrelétrica instalada da Etiópia em mais de 50%. Antes de a usina Gilgel Gibe II entrar em funcionamento, apenas 15% das vilas da Etiópia estavam conectadas à rede elétrica. Atualmente, metade das zonas rurais tem acesso à energia elétrica.

Uma queda d’água de 500 metros e uma turbina com velocidade de 350 km/h

Gilgel Gibe II usa a água da antiga central Gilgel Gibe I, localizada a montante da nova usina, no rio Gibe. A cerca de 500 metros acima da casa de força, a água é encaminhada pelo túnel revestido de concreto até dois condutos forçados que correm pela superfície. Após um trecho horizontal, um abrupto aumento na inclinação dos condutos faz com que a água ganhe velocidade rapidamente. Após algumas centenas de metros, as tubulações de pressão são separadas em quatro tubos distribuidores para girar os rotores das turbinas Pelton.
A água é então direcionada para as conchas dos rotores da turbina por meio de seis bicos injetores, fazendo girar os rotores das turbinas de quase três metros e meio de diâmetro a 333 rotações por minuto.

Os rotores Pelton e os geradores foram fabricados pela Voith em São Paulo, no Brasil. Já o seu perfil hidráulico foi otimizado na fábrica da empresa, em Heidenheim, na Alemanha. A moderna tecnologia do perfil permite uma perda mínima de energia no momento em que o jato d‘água atinge os rotores da turbina à velocidade de mais de 350 quilômetros por hora.

Produção confiável de energia para sustentar o desenvolvimento da Etiópia

Estes grupos de turbina e gerador transformarão a energia da água em eletricidade por décadas a fio - e sem nenhum custo em combustível. A Etiópia, assim como qualquer outra nação em desenvolvimento, depende da produção de energia confiável e de baixo custo para sustentar o seu desenvolvimento.