As aventuras de um engenheiro

A aventura do engenheiro da Voith Karl Mustière

Um homem em fuga

O engenheiro Karl "Cary" Mustière, da Voith, é conhecido em toda a cidade de Heidenheim, com seu cachorro Bazi. Mas no ano de 1909, ele resolve ir para longe. A Voith pretende fornecer turbinas para a usina hidrelétrica de Shi Long Ba, na província de Yunnan, na China. Mas há uma condição: a Voith terá que colocar um engeheiro à disposição para acompanhar a contrução e a montagem. Assim, Mustière viaja para esse país distante e é convidado do Vice-Rei do Império Chinês. Ele logo aprende que as coisas ali são diferentes.

Uma mulher para "Cary"

Não são apenas as maneiras na mesa que são diferentes dasua terra natal. Na China, um homem solteiro com mais de 30 anos é considerado imoral, portanto que não há outro jeito: Mustière tem que se casar – nem que seja temporariamente. Ele se casa com uma chinesa de boa família. Um casamento arranjado, mas o casal não se importa com isso. A esposa de Mustière não só passa a cuidar carinhosamente do representante da Voith, mas também toma precauções para que nada de ruim aconteça com o seu “Cary”.

Afinal, o país passa por uma fase atribulada que vai se tornar ainda mais dramática com o início da revolução chinesa. Usando uma dresina, o casal foge para Hanoi, na antiga Indochina francesa. Quando os conflitos na China finalmente diminuem, Mustière completa sua missão e conclui a construção da usina.

Intervalo em casa

Depois de dois anos, Mustière volta para Heidenheim e para o seu cachorro Bazi. Mustière viaja sozinho. Sua mulher fica na China. O casal segue cada qual seu caminho daqui para a frente. Eles só se escrevem de vez em quando. Mas a estadia em casa não dura muito para o “Jovem Viajante" . Cerca de dois anos depois de voltar para casa, ele já tem que seguir para a próxima viagem.

Na sua frente está um homem trajando trapos e com uma longa barba. É Karl "Cary" Mustière, quase irreconhecível, mas bem vivo. A primeira coisa que “Cary” pede é um cigarro.

Fuga através da Europa

No verão de 1914, Mustière recebe uma nova missão da Voith no exterior. Desta vez o engenheiro é enviado para Libau, uma cidade litorânea na Letônea, na costa do Mar Báltico. Sua tarefa lá é fazer um levantamento topográfico para uma usina hidrelétrica. Infelizmente, os trabalhos de Mustière despertam a desconfiança das autoridades russas. Eles acreditam que o representante da Voith é um espião e simplesmente o prendem. Durante sua prisão, o engenheiro conserta relógios, aprende russo e pensa em fugir.

É quando a revolução russa lhe traz uma oportunidade: em maio de 1917, Mustière consegue fugir e chega, primeiro, na cidade letônia de Mitau, um campo para refugiados alemães. Dali, “Cary” tem que fugir novamente, já que no campo tentam “curá-lo” do bolchevismo com métodos obscuros. Sem uma moeda sequer, apenas com a ajuda da Cruz Vermelha e de outras organizações caritativas, Mustière conseguiu voltar para Heidenheim.

Finalmente em casa

Em meados de maio de 1917, às 7 da manhã, batem na porta de Max Rudert. Na sua frente está um homem trajando trapos e com uma longa barba. É Karl "Cary" Mustière, quase irreconhecível, mas bem vivo. A primeira coisa que “Cary” pede é um cigarro. Infelizmente, Mustiére não revê mais Bazi, o cachorro já morreu. Mas o bravo engenheiro continuará trabalhando para a Voith até se aposentar.